quarta-feira, 27 de março de 2013

O grupo de 1964-66


Aqui estão os cinco do núcleo “duro”. O cenário, quando não é o Guadiana é o castelo da Vila, neste caso, mais adequado pelo seu recato para uma patuscada, acções muito praticadas em Alcoutim desde tempos “imemoriais” devido a vários condicionalismos.

Segundo consta, os alcoutenejos foram sempre bons anfitriões.

Como sede de concelho, que é desde os tempos da Dinastia Afonsina, tinha no exercício de funções os funcionários necessários, para cumprimento das tarefas, depois de ser condado da responsabilidade daqueles Altos Senhores da nobreza, depois da Casa do Infantado, voltando por extinção desta ao domínio real.

Se em muitos casos o recrutamento era feito entre os próprios alcoutenenses, havia situações em que os lugares eram ocupados por pessoas vindas de fora e nestas, na maioria dos casos, vindos através de concursos realizados a nível nacional.

Eram normalmente jovens e mantinham-se o tempo indispensável no exercício dessas funções e logo que podiam, transferiam-se para outros concelhos que ofereciam melhores condições de vida.

Se com a maioria acontecia assim, também houve quem se tivesse ligado pelo casamento a alcoutenejas como aconteceu a elementos da alfândega, guarda fiscal, contribuições e impostos, professorado, etc, havendo, igualmente, ainda que em menor número, alcoutenejos que se enamoraram de “forasteiras”.

Nesta altura (1964/66) a vila atravessava um período de decadência dos mais graves da sua existência. As trocas comerciais deixaram de se fazer por via fluvial passando para a terrestre, devido à abertura da estrada nacional 122 e ao prolongamento da 124. A vila perdia a função de interposto que tinha.

No núcleo enquadrou-se bem o cidadão alemão, estudante de geologia, Eckart Frischmunth, que os leitores já conhecem deste espaço e se não estou a errar no que vou dizer, os restantes quatro não têm pais alcoutenejos. Um algarvio de Vila Real de Santo António, outro de Castro Marim, um alentejano de Mértola e o outro que não conheço, mas sei que os pais não eram de Alcoutim.

Da esquerda para a direita, não conheço e dizem-me ser filho de uma funcionária pública que passou por Alcoutim, depois o cidadão alemão, António Antunes filho de outro funcionário público, o nosso colaborador Amílcar Felício, filho de um funcionário administrativo e José Francisco Cavaco, filho de um mestre alfaiate e que amavelmente me cedeu a fotografia.